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Fichas de Leitura

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Pondo as coisas em linguagem quase simples, o que raio é uma ficha de leitura?

Pois é, caros colegas estudantes, uma ficha de leitura é uma espécie de apanhado de notas importantes, de sínteses, de pensamentos vossos acerca do que lêem de um determinado texto. As fichas de leitura fazem-se com uma orientação específica, isto é: tendo em vista um determinado assunto. Um exemplo: Analisa-se o texto de alguma parte específica da origem da tragédia (ou todo o livro) , tendo em vista o assunto "Paganismo/Politeísmo". Assim, todas as referências consideráveis que encontrarmos no texto podem ser transcritas ou sintetizadas para a ficha de leitura; podemos até adicionar deduções ou induções pessoais, pequenas reflexões, notas para efeitos específicos, etc.


Deixo-vos dois modelos de fichas de leitura, elaborados por um professor sobejamente bom e gentil que tive no ensino secundário, e melhorados por mim (já que pela força da experiência fui forçada a acrescentar uns pormenores essenciais).


Estão em modo de compatibilidade, em ficheiros word.




Exame Português 12º

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Temáticas em Fernando Pessoa Ortónimo

1. Nostalgia da infância perdida - Traduz-se num desencanto com o presente e pela saudade eterna, pela nostalgia do tempo mítico da inocência, das bolinhas de sabão, da inconsciência, da felicidade, do preenchimento interior.
Referências: "Quando era criança, Vivi, sem saber, Só para hoje ter aquela lembrança"


2. Dor de pensar - Pão nosso... Condenação à lucidez, ao pensamento constante, à intelectualização de todo o mundo envolvente, à complexidade. Ambiciona a insconsciência como a da ceifeira - mas sabe que isso não é possível, conjugar ambas as vontades, o que origina um vazio. - na parte final do poema da ceifeira -
Referências: "Ela canta pobre ceifeira...": "O que em mim sente 'stá pensando"; "Ah, poder ser tu sendo eu! Ter a tua alegre inconsciência e a consciência disso!"



3. Fragmentação do Eu - A complexidade do Eu leva-o à fragmentação para o autoconhecimento. Talvez o eu decomposto possa ser compreensível. Surge a questão do Tempo, que condiciona e molda o eu, e o divide (questiona por isso a veracidade das emoções) - este eu só é válido neste presente, o meu outro eu só foi válido no passado, etc. Fórmula: Fragmentação+Autoconhecimento+Questão do Tempo
Referência: "Não sei quantas almas tenho. Em cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei."



4. Fingimento Poético - Imaginemos F.Pessoa como um cozinheiro a descrever-nos a "receita" de um poema:
1º. Pega-se numa emoção (fresquinha) Ex: Tristeza pelo fim de um relacionamento
2º. Descasca-se a emoção, limpa-se, corta-se em pedaços Ex: Tristeza, angústia, frustração, etc...
3º Escreve-se sobre esses pedaços, criando uma nova emoção a partir disso. Ex: Angústia pelo estado das coisas, angústia pela esfera da vida actual
4º. O leitor prova essa emoção final e diz que é outra coisa totalmente diferente. Ex: Angústia devido à incapacidade de fazer algo

Referências: Autopsicografia "O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente/"; Isto "Dizem que finjo ou minto aquilo que 'screvo./Não. Eu apenas sinto com a imaginação/Não uso o coração/"






Tenho um pressentimento que aquilo que vai sair no exame é a carta do F. Pessoa a Adolfo Casais Monteiro...

Efemeridade da vida

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Sim, é uma das reflexões d'O Poeta.
Era suposto fazermos uma composição sobre este tema... Mas a minha veia minimalista manifestou-se e decidi resumir uma temática demasiado extensa a uma simples frase. - Talvez porque já esteja tão saturada de falar constantemente no mesmo - Ou talvez este tema fosse super interessante - no 10º ano, ou no 9º...Não no 12º...

"A efemeridade e a fragilidade da condição humana baseia-se na certeza absoluta de que tudo acabará e no entanto manter crenças (afectivas ou artísticas) que possam transpor a debilidade da existência para uma dimensão intemporal e eterna."

Pronto. Poupança de palavras, tinta e papel. (Porque isto era um trabalho)
Não tenho cara de quem se safa no exame pois não? :/

Crítica social nos Maias (pobrezinho)

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A crítica social n’Os Maias é dotada de um carácter muito pessimista. É retratada a mediocridade cultural de uma sociedade que quer aparentar ser civilizada e cosmopolita (simultaneamente não tem orgulho de si mesma, não valoriza o que é seu, nem adapta a si o que importa). Para além da crítica social tecida através da educação, também os responsáveis pela mesma são retratados como culturalmente limitados: Sousa Neto, oficial superior da Instrução Pública pergunta a Carlos se em Inglaterra havia literatura.

Os políticos eram retratados como sendo mesquinhos, ignorantes ou corruptos (caso de Sousa Neto e do Conde Gouvarinho). Gouvarinho é retratado como dotado de má memória e sem fundamentos para as suas opiniões.

A crise económica do país é referida pela boca de Cohen (“o país vai num golpezinho muito seguro e a directo para a bancarrota”). Os homens de letras são retratados como boémios e dissolutos, distantes da realidade concreta (como é o caso de Alencar e de Ega). Os jornalistas são retratados como boémios, corruptíveis, sensionalistas, vivendo da calúnia e do suborno. As mulheres são retratadas como fúteis, adúlteras e imorais (Condessa Gouvarinho, Raquel Cohen). E claro, os novos burgueses, representados na pele de Dâmaso, como figuras ridículas que, sem se conseguirem adaptar à alta sociedade alfacinha, caem num insignificante novo-riquismo.

Através da crítica social, Os Maias também nos apresentam Lisboa, que se dissolve no espírito insalubre dos seus habitantes, incapaz de se regenerar, de mudar, de evoluir, de acompanhar a tendência do século.




IMPORTANTE: SOU APENAS UMA RECOLECTORA INGÉNUA DE INFORMAÇÃO. COMO TAL, AGRADECIA QUE DESCONFIASSEM SERIAMENTE DE TUDO O QUE É DITO NO TRABALHO E O CONSIDERASSEM APENAS MAIS UMA INFORMAÇÃO FANHOSA OU INCOMPLETA NA INTERNET. OBRIGADA. RESPEITEM O CONHECIMENTO, NÃO O VANDALIZEM!

A educação nos Maias

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Para Eça, a educação é fundamental para compreender a formação do carácter da personagem. Isto perspectiva não só o contexto naturalista como também um certa abordagem científica n’Os Maias (através da acção da hereditariedade e da influência do meio social sobre o indivíduo). A tese fundamental seria: “o homem é o resultado directo da sua hereditariedade e da sua educação”. Explicitava-se assim a causa da crise social, política e cultural (já para não mencionar económica) por que Portugal passava. Era notório para Eça um quadro geral de decadência no país – isso era provocado pela má educação dos cidadãos (pois a educação tradicional estava claramente desadequada.)
A educação constituía a base da sociedade: era um factor de humanização, de socialização, de autonomia, que produzia ou reproduzia modelos políticos e sociais (estes propunham um sistema de valores e princípios).
N’Os Maias podemos observar o confronto entre duas concepções de educação (uma delas a tradicional portuguesa e outra a concepção “típica de um estrangeirado” – que tomava a educação inglesa como modelo).
Pedro da Maia e Eusebiozinho representam a educação tradicional e conservadora portuguesa, enquanto que Carlos da Maia representa a educação inglesa.
Uma das senhoras do círculo dos Gouvarinhos (“não havia verdadeiramente senão uma coisa digna de se estudar, eram as línguas” pois tudo o resto “eram coisas inúteis da sociedade”) e o Conde de Gouvarinho (manifestava-se contra a ginástica nos colégios: [perguntando a Torres Valente] “se, na sua ideia, os nossos filhos, os herdeiros das nossas casas, estavam destinados para palhaços!...”)assumem-se como defensores da educação portuguesa. Também Vilaça e o Abade Custódio defendiam a educação tradicionalista.
O pedagogo de Carlos da Maia (ou da Educação Inglesa) era especializado e pago, ao passo que o pedagogo de Eusebiozinho e de Pedro da Maia era um clérigo. Carlos da Maia tinha uma educação em que o conhecimento prático era mais valorizado, (tinha mais contacto com a natureza e exercitava-se fisicamente, ao ar livre); ao passo que a educação de Eusebiozinho tinha uma base mais teórica: Eusebiozinho permanecia em casa “nas saias da titi” e tinha uma saúde débil.
Carlos da Maia aprendia o Inglês (uma língua viva), ao passo que Eusebiozinho aprendia o Latim (língua morta); Carlos da Maia era dado a brincadeiras travessas, Eusebiozinho afogava-se no contacto com livros velhos. Carlos da Maia era sujeito a um grande rigor e a uma grande disciplina, enquanto Eusebiozinho era exageradamente protegido pela mãe e por familiares. A educação de Carlos da Maia valorizava a criatividade e o sentido crítico, enquanto a educação de Eusebiozinho valorizava a memorização (e o resultado indirecto disso – a consequente anulação da personalidade). Eusebiozinho era indirectamente ensinado a submeter-se às suas inclinações, enquanto Carlos da Maia submetia a sua vontade ao dever (através das regras rigorosas a que estava sujeito). A educação de Carlos da Maia desprezava os ensinamentos da cartilha, enquanto os ensinamentos da Cartilha eram fundamentais na educação de Eusebiozinho.
A moral do catecismo (concepção punitiva do pecado) englobava também grande parte da formação do Eusebiozinho. A educação de Eusebiozinho deformou a vontade própria deste e arrastou-o para a decadência física e psicológica – tornou-o molengão, tristonho, arrastou-o para um casamento infeliz. Eusebiozinho acabar por tirar um bacharelato em direito.
E Carlos? A valorização do conhecimento teórico suscitou em Carlos o método experimental (o que mais tarde o levou a formar-se em medicina).
A educação à Inglesa suscitou nele o amor à virtude, o cultivo da saúde, da força – fortalecendo o corpo e o espírito.
Adquiriu valores de trabalho, elaborou projectos de investigação, empenhou-se na vida literária, cultural e cívica.
Porém, acabou por ocupar o seu tempo em actividades ociosas, todos os seus projectos de trabalho útil fracassaram, e desenvolveu paixões românticas adúlteras ou incestuosas.
Naturalmente, isto não derivou da sua educação mas sim da sua hereditariedade (a mãe, dada à boémia e ao ócio, submetida a paixões condenáveis; a fraqueza psicológica do pai e da avó para lutar contra as adversidades da vida) e do contacto com a sociedade em que Carlos da Maia se encontrava inserido. Ou seja; a falta de motivação no meio e o estatuto económico que não lhe exigia qualquer esforço.


IMPORTANTE: SOU APENAS UMA RECOLECTORA INGÉNUA DE INFORMAÇÃO. COMO TAL, AGRADECIA QUE DESCONFIASSEM SERIAMENTE DE TUDO O QUE É DITO NO TRABALHO E O CONSIDERASSEM APENAS MAIS UMA INFORMAÇÃO FANHOSA OU INCOMPLETA NA INTERNET. OBRIGADA. RESPEITEM O CONHECIMENTO, NÃO O VANDALIZEM!

IV: Horas Mortas - Cesário Verde

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O tecto fundo de oxigénio, de ar,
Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;
Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,
Enleva-me a quimera azul de transmigrar.

Por baixo, que portões! Que arruamentos!
Um parafuso cai nas lajes, às escuras:
Colocam-se taipais, rangem as fechaduras,
E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.

E eu sigo, como as linhas de uma pauta
A dupla correnteza augusta das fachadas;
Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas,
As notas pastoris de uma longínqua flauta.

Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!
Esqueço-me a prever castíssimas esposas,
Que aninhem em mansões de vidro transparente!

Ó nossos filhos! Que de sonhos ágeis,
Pousando, vos trarão a nitidez às vidas!
Eu quero as vossas mães e irmãs estremecidas,
Numas habitações translúcidas e frágeis.

Ah! Como a raça ruiva do porvir,
E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes,
Nós vamos explorar todos os continentes
E pelas vastidões aquáticas seguir!

Mas se vivemos, os emparedados,
Sem árvores, no vale escuro das muralhas!...
Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas
E os gritos de socorro ouvir, estrangulados.

E nestes nebulosos corredores
Nauseiam-me, surgindo, os ventres das tabernas;
Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas,
Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.

Eu não receio, todavia, os roubos;
Afastam-se, a distância, os dúbios caminhantes;
E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes,
Amareladamente, os cães parecem lobos.

E os guardas, que revistam as escadas,
Caminham de lanterna e servem de chaveiros;
Por cima, as imorais, nos seus roupões ligeiros,
Tossem, fumando sobre a pedra das sacadas.

E, enorme, nesta massa irregular
De prédios sepulcrais, com dimensões de montes,
A Dor humana busca os amplos horizontes,
E tem marés, de fel, como um sinistro mar!


A minha interpretação é meramente pessoal, instintiva, não possui autoridade nenhuma na matéria, nem sequer conhece intimamente a obra do Cesário Verde, é uma ausência de tudo e mais alguma coisa, é uma natureza bruta de signos que se transmudam em palavras. Por isso aconselho a não utilizarem a minha interpretação, que certamente será errónea, para nada demasiado oficial.

O tecto fundo de oxigénio, de ar,

O tecto fundo sugere-nos a limitação física do local, ao mesmo tempo essa limitação é ilusória, pois o tecto é composto de ar
Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;

As trapeiras eram prisioneiras desse tecto ilusório, dessa limitação.
Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,

Há uma tristeza enorme que brota desta prisão, desta limitação, deste anátema indefinida, daí as lágrimas, as lágrimas puras de personalidades puras – com olheiras – cansadas desta situação, fatigadas da realidade citadina.
Enleva-me a quimera azul de transmigrar.

Este cansaço origina a deliciosa vontade de mudar, de concretizar uma utopia. Surge uma esperança de que tudo muda.

Por baixo, que portões! Que arruamentos!
Um parafuso cai nas lajes, às escuras:
Colocam-se taipais, rangem as fechaduras,

Descrição de uma impressão; da impressão da beleza artificial das construções modernas. Porém, o parafuso cair nas lajes (às escuras, ou seja, obscuramente, em segredo, por trás da realidade) retrata a fragilidade dessa mesma beleza.
E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.

Os olhos do caleche representam aqui a malvadez, a crueldade, o mal na forma pura, que espreita na mais simples coisa – dentro do espaço da cidade.

E eu sigo, como as linhas de uma pauta

Apesar do “eu” observar tudo isto, é incapaz de reagir de outra forma se não da que reage – segue firme e definido como as linhas de uma pauta. Neste caso a forma de reagir é observar.
A dupla correnteza augusta das fachadas;

A correnteza augusta das fachadas nada mais é do que a mesma beleza moderna e artificial da construção; porém a palavra dupla dá-nos uma sugestão de algo dúbio…
Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas,

As notas pastoris de uma longínqua flauta.

Há uma silenciosa imponência maligna, impura, insalubre e estridente, que dissimula a pureza e tranquilidade do campo (“pastoris”).

“Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!

Procura da eterna perfeição artística, típica em Cesário Verde.


Esqueço-me a prever castíssimas esposas,
Que aninhem em mansões de vidro transparente!

A procura dessa eterna perfeição é interrompida por questões terrenas (como o amor ou o conforto material.)

Ó nossos filhos! Que de sonhos ágeis,
Pousando, vos trarão a nitidez às vidas!

O poeta deposita a esperança da eterna perfeição no futuro.
Eu quero as vossas mães e irmãs estremecidas,
Numas habitações translúcidas e frágeis.

Para procurar a nitidez, a perfeição, o rigor perfeccionista, é necessário um período de dor (por exemplo, habitando num local frágil e instável – pobreza).

Ah! Como a raça ruiva do porvir,
E as frotas dos avós, e os nómadas ardentes,
Nós vamos explorar todos os continentes
E pelas vastidões aquáticas seguir!

Permanece a esperança e a crença em novas descobertas, no futuro, na revolução, na mudança

Mas se vivemos, os emparedados,
Sem árvores, no vale escuro das muralhas!...

Choque com a realidade – a realidade da incontornável prisão das paredes.
Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas
E os gritos de socorro ouvir, estrangulados.

A realidade dura, malevolamente insana, do cárcere urbano, onde já nem os gritos de socorro se ouvem, fazem sentido, face ao distinto fado.

E nestes nebulosos corredores
Nauseiam-me, surgindo, os ventres das tabernas;

Impressão – o mau cheiro resultante da urina e dos que saem das tabernas (“ventres das tabernas”).
Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas,
Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.

A embriaguez dá-se devido à saudade da paz, do garante, saudade essa que sendo inevitável, se engana com alegria ao cantar ao álcool, quando na realidade, a tristeza da prisão é igual para todos, e uma certeza totalmente incrementada na vida urbana.

Eu não receio, todavia, os roubos;
Afastam-se, a distância, os dúbios caminhantes;

O “eu” devido à sua característica de mero observador não receia os roubos –e por isso os dúbios caminhantes, ou caminhantes possíveis ladrões, não vislumbram o poeta.


E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes,
Amareladamente, os cães parecem lobos.

A doença e a fragilidade tornam um simples cão num lobo; este torna-se mais agressivo, exageradamente agressivo. Também um bom homem pode ser corrompido pelas suas necessidades.

E os guardas, que revistam as escadas,
Caminham de lanterna e servem de chaveiros;

Pode ter um sentido ambíguo: os guardas podem ser chaveiros da mesma prisão urbana de que o poema fala, ou podem ser chaveiros por a escapatória à dura miséria é a criminalidade. Entenda-se que chaveiros em contexto significa guarda prisional.
Por cima, as imorais, nos seus roupões ligeiros,
Tossem, fumando sobre a pedra das sacadas.

Mais uma reflexão de miséria: miséria física e psicológica (mulheres forçadas pelas condições da vida a prostituírem-se, provavelmente na luta contra a miséria, porém, a prostituição condena-as ainda mais, alimenta-lhes vícios [do tabaco], e padecem de tosse – indícios de tuberculose.)

E, enorme, nesta massa irregular
De prédios sepulcrais, com dimensões de montes,

A cidade era humanamente desorganizada, composta por prédios que a este ponto mais pareciam gigantes sepulturas – o homem urbano estava morto.
A Dor humana busca os amplos horizontes,

E tem marés, de fel, como um sinistro mar!

Apogeu do poema: tortura do cárcere urbano sobre a natureza humana – que busca os novos horizontes, condenada ao infindo ódio, que de tão grande, se torna um mar, mas estranho, à natureza humana.


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A educação nos Maias e Análise do poema de Cesário Verde IV:Horas Mortas

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Nota: possivelmente 19 (nunca cheguei a saber...eles tão-se pouco borrifando para o que fazemos ou deixamos de fazer...!!!) - calculo que tenha sido 19 porque foi essa a nota no final do período. P.s. Ninguém quer saber de mim, todos me ignoram, sou a aluna emo :P

Introdução……………………………………………………………………………..2

A educação n’Os Maias………………………………………………………………3, 4

Crítica social…………………………………………………………………………..5

Cesário Verde: IV Horas Mortas…………………………………………………….6, 10

Conclusão/Bibliografia………………………………………………………………...11


Introdução


A educação dos personagens é um tema central n’Os Maias, chegando mesmo a ser um dos factores que caracterizam uma personagem. O papel da educação só pode ser compreendido se compreendermos que a obra têm a principal função de (perspectivando através da análise do autor [Eça]) denunciar os males da sociedade portuguesa do século XX. Ou seja o papel da educação não pode ser compreendido n’Os Maias distintamente da crítica social – a educação era um dos motivos, se não o único motivo, para a degradação e estagnação da sociedade portuguesa. A educação é um elemento que caracteriza uma sociedade ou cultura – moldando as mentes dos cidadãos em formação.

É por isso natural que Eça a aponte como um dos motivos que provocam a crise em que o país se encontrava.

Escolhi “Horas Mortas” de Cesário Verde, pois este poema parece-me o apogeu, a condensação num só poema daquilo que era a cidade, a vida moderna, os seus desesperos intelectuais e a natureza humana, contrariada pela vida citadina.

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