Arte Erótica

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A perturbadora arte da linguagem corporal sem preconceitos. A pura expressão, coberta pelos moralismos púbicos...

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Olá, o meu nome é injustiça, daqui não saio e daqui ninguém me tira...

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Ora aí está um facto honesto por excelência. Estou honestamente farta destes senhores e destes humanos (quero eu dizer todos).
Espancam, matam, violam, e deixam os seus lados pobres, os seus lados nojentos, concurscarem os corpos e as faces daqueles que têm tudo para ter um futuro equilibrado. Estragam, em última análise. Oh que ingenuidade e patetice, pensará quem ler isto (se é que alguém lê). Deixem-me assegurar-vos que vos falta um bom esperma indesejado na cara, ou belas e expansivas marcas na coluna, ou queimaduras, ou mesmo um cadáver, para vos explicar o mesmo que eu. Se vos quereis conformar e dizeis coisas deste genero a vos mesmos e aos que vos rodeiam, isso é convosco, e vos desejo por isso as maiores infelicidades e agonias. Porque tanto a besta como a vítima estão limitadas á sua condição, mas vós, os atentos espectadores do teatrinho horrível, escolheis fechar os olhos à vossa própria incoerência. Sois justos, sois os melhores. Mas nunca agis de forma justa ou da melhor. Olhai-vos ao espelho, vedes glória, vedes magnificiência. Eu vejo podridão e dejectos nos vossos rostos. Poupai-me à vossa existência, sou eu que como espectadora das vossas existências fecho os olhos, a esse espectáculo de horrores.
E neste, onde a injustiça tem o papel principal, eu ergo-me da plateia e vou participar na peça também, ou por-lhe um fim, recusando-me a sequer considerar as vozes que me ordenam "senta-te e cala-te"...

Ingénua? Nova? Patética? Luto por causas perdidas?

Não, senhores, as únicas causas perdidas são vós próprios, os que achais que eu luto por causas perdidas...

Lady Lazarus by Sylvia Plath

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I have done it again.
One year in every ten
I manage it----

A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot

A paperweight,
My face a featureless, fine
Jew linen.

Peel off the napkin
0 my enemy.
Do I terrify?----

The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.

Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me

And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.

This is Number Three.
What a trash
To annihilate each decade.

What a million filaments.
The peanut-crunching crowd
Shoves in to see

Them unwrap me hand and foot
The big strip tease.
Gentlemen, ladies

These are my hands
My knees.
I may be skin and bone,

Nevertheless, I am the same, identical woman.
The first time it happened I was ten.
It was an accident.

The second time I meant
To last it out and not come back at all.
I rocked shut

As a seashell.
They had to call and call
And pick the worms off me like sticky pearls.

Dying
Is an art, like everything else,
I do it exceptionally well.

I do it so it feels like hell.
I do it so it feels real.
I guess you could say I've a call.

It's easy enough to do it in a cell.
It's easy enough to do it and stay put.
It's the theatrical

Comeback in broad day
To the same place, the same face, the same brute
Amused shout:

'A miracle!'
That knocks me out.
There is a charge

For the eyeing of my scars, there is a charge
For the hearing of my heart----
It really goes.

And there is a charge, a very large charge
For a word or a touch
Or a bit of blood

Or a piece of my hair or my clothes.
So, so, Herr Doktor.
So, Herr Enemy.

I am your opus,
I am your valuable,
The pure gold baby

That melts to a shriek.
I turn and burn.
Do not think I underestimate your great concern.

Ash, ash ---
You poke and stir.
Flesh, bone, there is nothing there----

A cake of soap,
A wedding ring,
A gold filling.

Herr God, Herr Lucifer
Beware
Beware.

Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air.

A própria leitura feita pela autora:

Musicground

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Este post é dedicado ao MG. Já faço parte do fórum há algum tempo e digo-vos, quem quer que seja que lê isto, se calhar, é ninguém, que é um fórum muito bom para quem procura música e quem é fanático por música, mas também é um fórum com pessoal muito fixe e tem todos os temas interessantes para serem debatidos. É brasileiro, a gramática é estranha mas é compreensível. :)
Quem quiser dar uma olhada é só clicar aqui

Gostava de ir ver o novo filme do Coppola pai

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É como mergulhar a cabeça dentro de um aquário. É assim que nos sentimos quando de repente acordamos e achamos que viver é um novo mundo onde as coisas acontecem. Fugimos para aquela realidade onde só existem as criaturas mais monstruosas, mais sexuais, mais loucas e irracionais. E sentimo-nos em casa. Lembro-me do filme Fur, quando o Leonard diz à Diane Arbus: "I was looking for the real freak".
Ela também mergulhou a cabeça dentro do mesmo aquário nesse altura. Foi como se alguém lhe dissesse, há mundos dentro deste, se a tua casa não esta, procura a tua casa. E por isso fugimos, ela e eu. Eu estou apenas no ínicio da fuga. Mas nós não viemos à existência apenas no espaço errado. Também viemos no tempo errado. O que está um chocolate a fazer na época dos rebuçados? Pergunto-me muito isto. Lembro-me de ter nascido de pernas para o mundo. Terá sido porque não queria nascer e tive a inteligência intuitiva para o fazer? Ou porque tive a noção que nascer de cabeça era uma idiotice que daria em moleza espiritual? Desculpem, é mera inveja. Queria dizer que era adoração da época, afirmação da vida neste espaço de tempo reduzido onde existo. Talvez que me queira ter morto à nascença? É isso. Talvez a primeira tentativa de suicídio tenha sido à nascença... Rio-me de tudo isto. Uma fica cismada nisto, a outra ri-se. A dividenda é muito bonita, como eu nunca fui nem nunca serei. Ela não deseja desaparecer porque nunca apareceu, e vive bem assim. Mas não me aceita. Nem eu a ela. E eu consciente. Ela inconsciente. Ficamos ambas a imaginar o insólito espectáculo de criaturas imaginárias, mergulhamos no aquário. Onde estão os nossos belos portentos?

Não os vemos, e o aquário não se torna realidade. Desvanecemos em paz.

Pensamentos acerca de mim e da Origem da Tragédia depois

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É engraçado. Fico aqui como idiota, a olhar esta coisa que passa que não é se não um mundo instável que já cá não está. Que foi. Desapareceu. Para onde foi? Não sei não vi. Viste sim, só não tinhas os olhos abertos. CALA-TE. Estamos em público. Ahah mas eles nunca aplaudem. Se calhar não gostam do que vêm. És tu. Incrível, a tua capacidade gramatical de discutir comigo. Dividenda é um mau nome: dá-me outro. Dás-me ordens. É uma vantagem de ser o homem pila. Dividenda é um nome óptimo. Porque está escrito num dicionário e tu és a enciclopédia? Enciclopeida também não era mau. Não sejas ordinária, estamos em público. Ah claro. A menina certinha. Mas afinal quem é o público? O oposto do silêncio? Então porque é que andas e não ouves o que os outros dizem? Vives dentro de uma bolha, mas ages como se eles existessem? Poupa-me. Não consigo discutir contigo agora. Deixa-me postar em paz no meu blog. Já sabes que te odeio. É recíproco.
Boa. Vai lá ser feliz masturbando-te ou lá o que fazes para ser feliz. Não me insultes. Cala-te porra!
[Silêncio]

Bom aqui vai o que eu pensei ontem acerca da origem da tragédia:

Não será o casamento entre os dois impulsos algo cíclico que se constroi e destroi como a própria vida? Será que a tragédia foi o que deu ínicio à dissolução de ambos os impulsos na vida real e concreta, sentimental e emocional do homem, ao transferir o casamento dos dois impulsos para o domínio imaginário da arte [Lá está ela a tentar escrever pulsões mesmo dando erro...é amoroso acctualy]?
Ou seja, a intelectualizar esteticamente os dois impulsos, acabou por lhes roubar o vigor, e foi preciso substituí-los por outra coisa. Sócrates percebeu isto intuitivamente (ainda não tinha ensinado o mundo a perceber intelectualmente e hoje estamos tão treinados que até rebolamos e fazemos de mortos em o Sócrates nos pedir, basta o Obhama o fazer, ou vermos uma coisa verde e fazêmo-lo. [Sempre a mesma ignorante, a tentar ultrapassar-me... Coitada, ela queria dizer antes um pedaço de papel, mas há quem use conchas...])

Mas quem é que disse que eu era instável? Quem foi a besta? [gargalhada]

Eu vejo em todos os lados o mini-bosque: a minha alma é verde

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