Como iniciar uma conversa?

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Como começar a conversa, a dita cuja conversa, com aquele ser que nos agrada particularmente, que sabemos que se o explorarmos descobriremos defeitos e qualidades que nos agradarão, e que disso fugimos que nem da cruz? Como começar a conversa quando nos falta contar metade da vida e experiências tão horríveis que custa apenas de saber que as possamos ter vivido? Quando a gramática nos falta e ficamos à falta de melhor, a observar o outro, sem saber muito bem que dizer, sem saber que esquizofrenias escolher! Ah decisões, decisões, decidam por mim que doença me trará o futuro. Estou doente, o futuro é agora. E o outro não sabe. O outro sou eu quando não falo, e eu sou outro, sofro com ele e choro com ele, sou obrigada a acreditar que eu sou o outro: só a minha dor me separa. Por isso, deixa-me ficar um pouco a olhar-te, a observar-te, e a perder-me em ti, apenas porque assim, por momentos, a dor cessa, porque eu sou tu, e não eu...

Boa noite.

Arte Erótica

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I feel like... La chanson Noire - O Bordel de Lúcifer

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Esta noite eu vou saír
Esta noite eu vou voar
Vou morrer de tanto rir
Vou correr e vou saltar

Enxofre na minha papel
Vou fazer o meu papel
Dar ao corpo o que ele quer
No bordel de Lúcifer

Vinagre em forma de mel
Vias fazer o teu papel
Puritano ou infiel
No Bordel de Lúcifer

Esta noite eu vou fugir
Esta noite eu vou dançar
Vou beber até cair
Seduzir e fornicar

Enxofre na minha pele
Vou fazer o meu papel
Dar ao corpo o que ele quer
No bordel de lucifer

Vinagre em forma de mel
Vais fazer o teu papel
Puritano ou infiel
No bordel de Lúcifer

Enxofre na minha papel
Vou fazer o meu papel
Dar ao corpo o que ele quer
No bordel de Lúcifer

Vinagre em forma de mel
Vais fazer o teu papel
Sejas homem ou mulher
No bordel de Lúcifer

Katzenjammer Kabarett - Genuine, a fantastic Revue

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São muitas horas...

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Chove. Há muitas coisas que passam pela minha mente ao mesmo tempo. A minha mente é caótica. É um caos de pensamentos, sentimentos. Ordem nunca me pertenceu muito; mas o pouco que me pertencia, permitia-me chegar a sítios heroícos para mim, heróicos no meu mundo, e heroícos porque trazia desse mundo para este. No banho o corpo que tenho parece-me tão estranho. Estou tão mais alta do que ele. Não olho. Um olho espreita-me; o outro, fecha-se. Apenas olha para mim o olho de um cego. Olha na minha direcção porque me conhece e sabe que será mais ao menos ali que estou. Mas não me vê. Apetece-me chorar. Apetece-me sentar-me sobre os meus joelhos e perguntar-me porque é que as coisas não podem ser boas para os seres que amo (e para mim). Porque é que os constantes monstros maus se associam aos anjos da minha vida. Formando uma espécie de carta trocada. Cartas. O que são? O que é? O que és? Onde estás? Para onde foste? Aquilo que me devia ensinar paciência, não mo ensina. Poderia dizer que me ensinava dor, mas não ensina. Porquê a dor, já eu conheço demasiado bem. Oh que romantismos de espírito, que fazem de mim humana e deles cadavéres, zombies, the faceless.
Doi-me demasiado a vista e não tenho óculos, para continuar a escrever. Vou parar, sem dizer o que queria, como se isso fosse isso.

E eu dizesse algo com sentido.

Sinto-me doente. Espero que o esteja. Primeira sexta feira que não vou a lado nenhum...

Música do Momento --- when we go dark - Faith and The Muse

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Grande banda, esta, que eu ainda não compreendi na totalidade, mas isso não me impede de a namorar...

When We Go Dark

Faith And The Muse

What have you done?
What have you become?
Trapped by all you once held in contempt.
Defined by order
It's not who you are

Extinguish
To see things clear you have to close your eyes
With Reverance
The lanterns dim and your ghosts feel free to speak
The Moments
When you reach within and the answers come to you
Made Glorious
The Truth is there beneath it all

What have you become?
Could you please them all?
Living someone else's life
Distraction keeps the blinding light
Deflecting off the horror
You've lost your soul or slowly let it die
It's not who you are

Extinguish
To see things clear you have to close your eyes
With Reverance
The lanterns dim and your ghosts feel free to speak
The Moments
When you reach within and the answers come to you
Made Glorious
The Truth is there beneath it all

Alone in a corner with your head on your knees,
This is not who they came to see.
The child in the mind's eye - all trust and full of laughter
Dreams hot as embers can unlock forever.

Remember!
Remember...
Another morning's light
And you're holding back the tears
Fight the numb surrender
Remember who you are

Extinguish
To see things clear you have to close your eyes
With Reverance
The lanterns dim and your ghosts feel free to speak
The Moments
When you reach within and the answers come to you
Made Glorious
The Truth is there beneath it all

Glorious
Remember who you are
Glorious
Glorious
Glorious



Faça-me o obséquio...

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Hoje utilizaram esta maravilhosa expressão para me pedirem algo. Fiquei radiante. É uma expressão adorável que não percebo porquê entrou em desuso. O Camilo gostava muito. Mas é melhor que não fale em Camilo: estou a chegar ao fim dos Mistérios de Lisboa. Não sei se hei-de chorar por ser uma obra tão exacerbante, se por acabar tudo em bem, se por simplesmente acabar. O Camilo dá uma dimensão tão infinita e contínua, tão intemporal às obras. Nos Mistérios de Lisboa ele faz analepses e prolepses, começa a contar a tragédia de uma personagem, de uma geração de personagens, aliás, a meio da tragédia da geração que a antecede. É como se fosse o senhor master do tempo, que controla toda a narrativa com despotismo, e nos atira a nós, leitores, com um puxão asmático de sentimentos, para trás, para a frente, para onde ele bem entender no tempo. O Camilo é Deus, e certamente é o meu Deus literário. Faz-me sentir e faz-me sentir viva, desde o momento em que abro o livro na página marcada, com a sofreguidão e o desejo deveras assaz de quem exprimenta algo novo. Ler é a eterna falta de consolo. Todas as palavras são novas num livro. E há milhões de livros no mundo. É uma tarefa infinita, e infinitamente orgásmica.

Mudando de tema:
Estou numa turma maravilhosa. Entenda-se, não considero as pessoas da turma perfeitas. Mas observo os seus comportamentos, como bicho estranho que não se quer envolver, com tanto medo de estragar, como dizia o outro (o outro aqui é uma autoridade, que não se entenda isto como depreciativo porque não o é). E vejo coisas bonitas, que me agradam. E não me refiro apenas ao facto de se organizarem e oferecerem prendas às pessoas da turma, e pelos vistos estão a planear fazê-lo a mim, mas a uma data de outras pequenas atitudes, pequenas palavras, gestos, etc. Tenho de começar a quebrar o meu gelo, e a dizer e fazer coisas melhores. Não ter medo de tocar, não ter medo de dizer. Há pessoas muito bonitas na minha turma e não tenho dúvidas disso. As pessoas com quem me dou mais não são as únicas pessoas bonitas (e estou a falar de beleza interior) mas apenas aquelas com quem eu já me sinto mais à vontade, num período da minha vida em que me é difícil estabelecer contacto com o desconhecido, esse contacto desinibido de preconceitos, e de montes de expectativas positivas, uma data de coisas que em psicologia são muito valorizadas, e de que eu quero saber tão pouco.[E tudo isto foi uma frase] (Mas ajo).


Tornei-me uma espécie de cobarde emocional e epicurista. Espero honestamente que seja só uma fase, já não aguento mais desta adolescência sempre problemática. Doi-me sempre o orgão social, e a solução nunca passa pela exclusão deste do organismo.
Claro que não. Tal é impossível, como autista, besta e deus que não sou. Isto lembra-me que: A Vanessa é ninguém. Ninguém é perfeito. Logo, a Vanessa é perfeita.
Pequenas brincadeiras (i)lógicas...
Hoje apercebi-me que se morrer amanhã, me arrependeria de não ter olhado nos olhos castanhos, como duas afirmações impetuosas de que existes, por vezes tristes, por vezes meigas, mas ainda não as vi agressivas, e ter-te dito, entre sorrisos infantis e bolas de sabão meio cheias: AMO-TE.

E pior: tomo-te como preconceito negativo. Tomo-te a ti, e a mim, tomo tudo aquilo que serei e fui, e sou. Como tempo esquizofrenicamente desordenado.

"Amor é Flor que arde sem se ver" - e foram os lábios da hazelnut eyes que o disseram. Possíveis reacções da progenitura: "Já não basta seres gótica, agora também és lésbica!!!" {desespero}


Mas não há preocupação, para que eu assuma uma relação com a hazelnut eyes, tenho que a ter primeiro :P

Agora à noite, às nove e meia, vou ver um filme de animação do Miguelanxo Prado.
Estava equivocada, achava que o filme era português, afinal é espanhol. O Miguelanxo Prado é certamente um dos génios internacionais de BD. Acho-o genial, sobretudo no que toca à secção de eróticos, mas não só, o erotismo parece ser um tema recorrente mesmo em trabalhos não eróticos dele.

É um filme de animação composto por 10 000 pinturas a óleo. A ÓLEO. Não tem falas, apenas música composta para o efeito.

O preço: é gratuito. No antigo cinema ALFA.

Torres Novas é de facto uma cidade excepcional, em termos culturais, e em termos de natureza, para a quantidade de população que tem, e o a importância que a população que existe dá a essas duas coisas. Deus, são poucas as pessoas que têm dentes, mas eu tenho, e agradeço-te por este festim cultural e de natureza que me puseste na mesa, que deus te pague a ti, ó deus, que eu estou tesa, como disseram hoje.

Para quem quiser, há também o filme "Berlim" no Teatro Virgínia, que trata acerca do albúm desgraçado de Lou Reed, suponho que com o mesmo nome, com uma conversa informal após o filme, acerca o assunto que terá sido tratado depois no filme. Sou uma ignorante em termos musicais, e ainda não sei se hei-de ir se não, a qual hei-de ir. É que o De profundis está no cinema alfa até dia 11. E é gratuito na maior parte dos dias. Decisões, decisões...

Custo do "Berlim": 3€

Assim, não sou capaz de me decidir...:S