Segredos da Culinária

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No meu coração,
As cerejas implodem, fica um líquido visceralmente vermelho que pulsa em todas as direcções, numa dimensão física e temporal.
Percebo agora as profundidades do que estava oculto em mim
Que agora vive por si
Como um parasita monstruoso, com linhas vagamente agradavéis.
O meu desejo era que esse líquido escorresse
Pelas encruzilhadas da nossa árvore
E ao escorrer se transformasse em garras
Que nos agarrassem sem qualquer perspectiva de nos arranhar.

Sou medusa, sou medeia, sou um cão negro
(na berma da estrada), um caleidoscópio, o reflexo daquilo que amo em mim.
Mas do outro lado do espelho vives tu,
Tão real e concreto que me rouba as palavras, as muralhas, as âncoras.
Vivo no abismo à beira do teu conceito
E em vez de caír, danço, qual racha virtuosamente fértil de onde brota vida.

O efebo inútil

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Não tens nada para me oferecer.
Olhas-me com esse olhar sedutor de quem se sente poderoso e eu acho-te patético.
Desprezo-te.
Podes ter a mesma idade que eu, mas não entendes a essência da mulher.
Nem sequer gostas tanto de sexo como julgas que gostas.

És um pedaço de papel por preencher e a perder a cor, navegando ao sabor do vento, como todos os outros da carneirada.

No entanto sorrio, afinal de tudo, és uma terapia particular, privativa, de mim para mim. Um presente, um falo enlaçado, um instrumento para atingir o meu fim.

Tocas-me e desagradas-me; falas em sentimentos e entedias-me.

Dizes que nunca conheceste ninguém como eu; que te surpreendo, que sou imprevísivel.

E eu contínuo com o sorriso que achas misterioso, meio forçado, comido pelo tédio da repetição da mesma merda com moscas diferentes.


Amor não tem nada a ver com isto e tu também não sabes o que é amor, então cala-te. Desejo muito poder dizer "Cala-te". E ouvir o teu silêncio porque as tuas palavras não têm nada de útil.

Dizer o que realmente quero de ti sem falsos moralismos. Arrancar-te a servilidade que mereces dado que te comportas como um servo.


Achas que preciso de te amar para aquilo que achas que queres dado que sou mulher, mulherzinha, no teu entender, um m pequenino com um inho no fim. E a mim apetece-me degolar-te, homens como tu são uma perda de tempo. Já conheço o tipo e não há na verdade nada que digas que me surpreenda. Sou Mulher e como tal, deverias ajoelhar-te a meus pés e fazer tudo o que te mando. Não te respeito. Quando pareces afectado com os teus problemas de caca, apetece-me ridicularizar-te. Não sabes o que é amor e queres saber o que é sofrer? Não me faças rir.


A certo ponto enervo-me e prefiro ir masturbar-me a ter que te aturar. Não sou nenhuma educadora de infância. E tu, se te põem o rótulo de meu efebo, é porque não sabem que se efebo fosses, serias um efebo inútil. E certamente não serias meu.

Vinde :P

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Lições de Decência ou Ódio a Tirésias (Aquele que se agarra à santa que tem em casa e fode a Prostituta no bordel)

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Se queres ser uma Mulher Decente:

1. Sê má na cama. Que o teu apetite seja fraco, complementar ao de Tirésias, muito focado no essencial e indispensável. Finge, ou diz que não, aprende a hipocrisia ou utiliza-a apenas se a sabes.

2. Vê se mantens um fraco sentido de humor.Não faças os outros rir, mesmo que penses em algo muito engraçado para se dizer e tenhas vontade de o fazer. E mesmo que percebas as piadas, finge que não percebes ou sê sempre a última a rir.

3. Sê dócil. Cede pontos de vista, cede vontades, cede desejos. Consente, consente, consente.

4. Sê feia. Não sejas muito bonita para que os outros não te cobicem nem chames muito as atenções. Caso contrário, Tirésias há-de parecer um velho barrigudo e enfastiante ao teu lado. Não te arranjes demasiado.

5. Sê algo estúpida. Não manifestes a tua opinião mesmo que ela pareça relevante ou importante, e se a manifestares certifica-te que é sempre a opinião mais desinteressante de todas e que só a manifestas porque és quase obrigada a isso pelo contexto.

6. Não tenhas nenhum talento particular. Que não saibas dançar nem cantar nem escrever poesia, nem representar nem declamar nem nenhuma outra arte performativa. Não tires fotografias esteticamente agradáveis. Certifica-te que entras no menor número de fotografias possível. E sempre que pegares numa câmara, finge que não sabes como é que se mexe naquilo. E se escreveres prosa, certifica-te que é um texto desinteressantíssimo do ponto de vista literário.

7. Sê tão dedicada ao teu Tirésias como uma baby sitter. Preocupa-te com horários, sítios, actividades dele, transportes, etc. Mas mantém sempre um ar não muito emocionado. Como uma educadora de infância servil.

8. Sê algo ciumenta. Mas nunca de quem sabes que deverias realmente ter ciúmes. Desvia sempre o alvo e provoca pequeninas discussões, não muito entusiasmantes e completamente ridículas acerca do tema. Lembra-te que o objectivo é demonstrar o interesse por Tirésias e não "tiranizar-lhe" a liberdade. (O meu sorriso mais ácido e violento de todos)

Spell - Cadaveria

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Beautiful witch give light to this black muddy sky
Snatch darkness from these hours
devoid of evening and morning
devoid of stars and funereal lightnings.
There is a path with no light and no moon
I ran through it to rescue my flesh
from the poisoned darts.
Modify your mind follow the shapes
from the red seven to the blue one
Mark the sacred space
In the name of wind and sound
Say your solemn prayer to the burning fire
Invoke the grace of water sources and raging oceans
Invite earth's creatures to your dance.
May Rafe lead my soul to victory
He's the master of my turbid game
May his energy bless my hand when I move the pieces

Necessidade de uniformização

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Queria partilhar com vocês um pequenino eco de revolta contra uma tendência social dentro da pseudo subcultura gogó, facilmente observável em grupos, nos festivais, etcetc.

São, por norma, grupos com dinâmicas muito esquisitas. E geralmente os membros integrantes sao pessoas com personalidades de fortes a muito fortes; o que faz com que por exemplo, haja pessoas que nao fumem e condenem severamente as que fumam. Ou o mesmo com o álcool, ou com o regime alimentar (vegans, vegies, carnívoros...) como se o seu ponto de vista fosse universal, como se fosse possível uma universalidade no que toca à subjectividade do indíviduo. Passa-se o mesmo depois a outros níveis com o ateísmo, a espiritualidade, o gosto musical, tudo! Há uma pressão de uniformidade entre os gogós terrível! Asfixiante. Com a qual não concordo.

Acho que as pessoas idealizam muito uma merda que é simplesmente... gosto estético (no sentido artístico).

E um gosto estético não é uma "atitude de vida" ou raio que a parta. Depois querem passar aquela ideia de que os góticos são todos diferentes (nem todos fazem rituais etcetc) - para os não góticos, e até são! Mas não se toleram como tal, na realidade.

Eu sou o estereótipo e assumo. Faço rituais, ouço musicas estranhas, interesso-me pela cena wicca, passeio pentagramas e outros símbolos místicos e esotéricos, uso plataformas e espartilhos, ando de preto, falo com fantasmas e mato criancinhas à noite (kidding).

Leio e gosto muito da sylvia plath, do edgar allan poe, da florbela espanca e do camilo castelo branco (este último sendo o mais gótico e menos reconhecido de todos.) Gosto do Tim Burton (Tim Burton é bom mas não me satisfaz, tenho mais fome e sede que isso!) mas provavelmente se me perguntassem qual era o meu realizador preferido não seria essa a minha resposta. Seria David Lynch ou James Cameron (apesar deste ser um bocado comercial mas ainda assim grandioso) ou Alan Ball ou João Cesar Monteiro. Tenho tendências suicidas, sinto recorrentemente que ninguém me compreende, não nutro particular simpatia pela sociedade no geral e abomino grande parte da humanidade animal.

Fisicamente ainda por cima sou branquinha, olhos claros e pinto o cabelo de pretalhão ou atão de cores estranhas como azul.

Que mais?

Pá, mas não vou abdicar, CARALHO, de ser uma "libertina". Acho pretencioso afirmar-me como tal, lamento! De gostar de sexo e não ter pudor quanto a isso, de gostar de me induzir em estados dionisíacos atraves do álcool ou das substâncias. Não tenho vícios, tenho prazeres e alimento-os de bom gosto sem qualquer vergonha (que btw, pró pessoal que se acha bué anti cristão mas depois cai na esparrela de condenar "os vícios em que caiu o mundo contemporâneo" - isso são derivações da moral cristã ainda em vigor, meus caros! Leiam a origem da tragédia do Nietzsche e hão-de compreender.)

Faço o que quero quando quero e onde quero e é também por isso que me visto COMO QUERO. Quero lá saber que os outros façam o mesmo e ouçam a mesma musica. Problema deles. Não é isso que nos faz iguais.

Ah, e quando eu digo que gosto de Nietzsche, eu realmente LI, ESTUDEI E COMPREENDI Nietzsche. Não fui ao google pesquisar frases feitas e achei que era engraçado por Nieztsche no perfil.

Detesto ter ar de cliché humano :(

Tolero-vos como são; com os vossos defeitos e qualidades, com os vossos pontos fortes e fracos. Com os vossos vícios e virtudes. Não são por isso menos que os outros em nenhuma ocasião.Tolerem-me a mim também. Ou então bazem! Se há alguma coisa que o "uniforme" deveria transmitir era uma mensagem de TOLERÂNCIA. A elite hoje vai além disso tudo, meus caros.A elite hoje nasce no monte da caparica como em cascais. A elite hoje veste de preto, azul, lilás amarelo e verde. Tem grande rendimento e passa dificuldades.A elite hoje pode estar em todo o lado. A elite hoje é quem merece ser a elite.

ESTC

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Há 198 pessoas a concorrer às provas de pré-selecção da Escola Superior de Teatro e Cinema, ao curso de Teatro - actor.
Só queria partilhar com vocês... Wish me luck.